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Filme | Eu, Tonya: Vilã ou Vítima?
Por Débora Rocha
25 de Janeiro de 2018

Filme | Eu, Tonya: Vilã ou Vítima?

Nos anos 90, duas talentosas patinadoras americanas despontavam no cenário do esporte. A primeira, de origem humilde mais conhecida por sua forca atlética, foi a primeira mulher a dar o salto triplo em uma competição. A segunda, considerada a queridinha dos EUA de família abastada, talentosa e mais carismática que a primeira, era considerada sua rival, embora treinassem na mesma equipe.

Elas protagonizaram um dos episódios mais dramáticos do esporte dos EUA, quando uma delas, Nancy Kerrigan, a queridinha e favorita para participar das olimpíadas de Lillehammer, foi atacada com um bastão de metal por 2 homens – mais tarde identificados como o marido e o segurança da primeira, Tonya Harding. A possibilidade de Nancy ficar sem competir gerou tensão, mas por sorte, ela não teve lesões graves e pode competir (e ganhar a medalha de prata) nas olimpíadas Lillehammer. Nancy foi acusada de planejar o crime junto com seu marido, embora tenha negado e sua participação não tenha sido provada.
A partir desse momento Nancy se torna a personificação da heroína do esporte, vitoriosa, voltou pra casa ovacionada. E o que aconteceu com Tonya? Seu envolvimento no ataque não foi comprovado no julgamento que os dois acusados enfrentaram, mas ela perdeu suas medalhas, e foi banida do esporte, além de se tornar persona non grata no meio, tomando por completo o papel da vilã.
A história de Tonya acaba de ser contada no filme (que tem 3 indicações ao Oscar) que estreia 15 de fevereiro no Brasil: Eu, Tonya. Estrelado por Margot Robbie, que foi maquiada e penteada com maquiagens baratas e de qualidade inferior tal qual as que Tonya usava na época, retrata a história da infância conturbada da patinadora e das dificuldades enfrentadas durante toda a carreira dela no esporte. Não espere um filme sobre patinação típico, a edição, fotografia, a trilha (que é incrível e já está disponível no Spotify) são dignos de um filme cool e energético. O figurino também merece destaque, uma vez que é idêntico ao da época.
 Um filme que também diz muito sobre o desejo do público de criar heróis e vilões. Assista abaixo o trailer.

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Débora Rocha

Sobre a autora

Débora Rocha
Designer atuando em marketing, é co-fundadora do FashionRS e responsável pela direção criativa deste portal. No currículo, passagens por agências de propaganda, escritórios de design e empresas de moda.