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American Crime Story: A venda da Versace para Grupo Michael Kors
Por Redacao FRS
25 de setembro de 2018

American Crime Story: A venda da Versace para Grupo Michael Kors

O grupo de moda americano Michael Kors anunciou nesta terça-feira, 25/09, que fechou um acordo de compra da marca italiana Versace, avaliada em 1,83 bilhão de euros, o equivalente a cerca de US$ 2,12 bilhões (R$ 8,6 bilhões).

Segundo John Idol, diretor executivo da Michael Kors, “a aquisição da Versace é uma etapa importante para nosso grupo. Com nossos recursos, pensamos que a Versace crescerá para superar US$ 2 bilhões de faturamento”.

Entre as metas está aumentar o número de lojas da Versace de 200 para 300, além de expandir a receita obtida com acessórios e sapatos de 35% para 60% do total.

“Acreditamos que a força das marcas Michael Kors e Jimmy Choo e a aquisição da Versace nos posicionam para proporcionar vários anos de crescimento de receita e lucros”, afirmou Idol.

O jornal italiano Il Corriere della Sera já havia informado a venda iminente da marca italiana, conhecida por seu estilo extravagante e até então mantida por Donatella Versace e seu irmão Santo e sua filha Allegra. Atualmente, 20% da Versace são de propriedade do fundo americano Blackrock e o restante pertence à família.

“Este próximo passo permitirá à Versace atingir todo o seu potencial. Estamos todos muito animados para participar de um grupo liderado por John Idol, a quem eu sempre admirei como visionário, bem como um líder forte e apaixonado”, disse Donatella.

Com a venda da Versace, a Itália perde outra das marcas que moldaram a fama e criatividade da moda italiana no mundo. Marcas históricas como Gucci, Fendi, Bottega Veneta e Loro Piana passaram nos últimos 20 anos para o controle de poderosos grupos econômicos franceses.

Jonathan Akeroyd, Donatella Versace e John D. Idol — Foto: Rahi Rezvani/Divulgação

A Versace já estava com as pernas bambas há algum tempo. A empresa apresentou faturamento de 686 milhões de euros em 2017 e retornou ao lucro depois de muitos anos de prejuízo. E grife seguia nas mãos da família que a fundou, em 1978, e desde 1997 Donatella Versace é a diretora artística da marca, após o assassinato de seu irmão, Gianni Versace – caso que foi explorado pela série American Crime Story: The Assassination of Gianni Versace, que falamos aqui!

Os fãs da marca italiana tomaram as redes sociais para protestar contra a aquisição, com receio de que o comando da norte-americana, que oferece produtos mais acessíveis e massificados, transforme a companhia. Uma expansão sem controle poderia popularizar a marca e diminuir seu valor, que se pauta na exclusividade. No entanto, “a Versace ainda tem muito potencial. Pode dobrar de tamanho sem correr o risco de popularizar”, afirma Luz Vaalor, consultora da Luxury Lab.

Segundo anunciaram as empresas, as equipes de gerência e design da Versace continuarão a ser liderada pelo diretor executivo, Jonathan Akeroyd.

É… parece que não está sendo fácil nem para as marcas de luxo.

Fontes: Exame e G1

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