Por Dani Rozman

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A capital dinamarquesa sempre teve seu estilo próprio manifestado nas ruas da cidade, mas no mês de Agosto, para a Semana de Moda de Copenhagen, a capital transpirou ainda mais charme. O que se notou nessa edição de coleções primavera-verão 2017, foi que o tom variava desde a elegância minimalista à elementos mais sofisticados, com bordados, costuras e detalhes mais glamourosos.

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Novas marcas entraram no mercado e muitos estilistas escandinavos reafirmaram seu sucesso, trazendo sempre mais olhos internacionais para este evento. Marcas norueguesas, suecas e finlandesas, por exemplo, escolheram mostrar nele suas coleções, algumas na passarela, outras nas feiras de moda, já que Copenhagen é um crescente ponto de convergência da moda dos países nórdicos.

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Duas vezes ao ano, os formandos das principais escolas de moda do norte da Europa mostram, no Designer’s Nest, Ninho de Designers, suas coleções de encerramento de curso. Certamente, este evento lança, como sempre, algum conceito novo. O interessante deste desfile é poder entrar um pouco na mente de cada estudante em um momento em que os alunos expressam suas idéias de forma muito criativa e menos comercial. No final do evento há sempre um vencedor que recebe um prêmio em dinheiro.

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A ganhadora desta edição foi Shila Louise Gaonkar da Academia Real Dinamarquesa de Belas Artes.

Entre os estilistas que, por tradição, ja fazem parte do cronograma da Semana de Moda, está o dinamarques Henrik Vibskov, que mostrou mais uma vez suas ideias híper-criativas em um desfile conceitual intitulado Salami – Kitchen of the Nonexistent, onde o tema eram linguiças de pano. O desfile, que foi no pátio de um antigo armazém da cidade, focou nas franjas, detalhe recorrente, texturas e uso de elementos visuais geométricos.

Antes do desfile começar foi possível degustar uma linguiça de verdade criada especialmente para a sua marca.

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Em tema bem diferente, a estilista das Ilhas Faroé, Barbara I Gongini, escolheu uma locação marcante para seu desfile: um deposito de containers localizado da Refhaleøen. No clima industrial e obscuro os modelos, maquiados de zumbis e com acessórios tribais, caminhavam ao som eletrônico e notas de um guitarrista posicionado logo acima da passarela. As cores preta a branca predominaram. O estilo desconstruído, de alta qualidade e das roupas em camadas, vestia modelos masculinos e femininos indicando a intercambialidade dos looks.

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