Intitulada Gisele Bündchen Intimates, a top acaba de lançar sua marca de lingeries e abrir sua loja em Paris. Sim, as lingeries da Bündchen são lindas. Assim como ela.

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Mas eu estou aqui para falar sobre a padronização dos peitos. Já notou que a prótese de silicone tornou todos os peitos iguais? E que quem não tem silicone usa sutiãs com bojos tão grandes e redondos que a padronização vence de qualquer jeito. Mesmo que aparentemente. Peitos redondos e iguais. Volume redondo na mesma altura. Tudo idêntico. Se os peitos são uns dos atributos mais sensuais das mulheres, como pode vingar essa lógica que mostra todos iguais? Não estou aqui para defender a extinção da simbólica underwear feminina e, sim, para falar que os peitos das mulheres tornaram-se aparentemente moldes i-d-ê-n-t-i-c-o-s.

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Mas noto que as mulheres estão simplesmente deixando sutiãs com bojos de tamanhos incompatíveis de lado –ufa! A começar pelas minhas amigas. Uma delas é a Isadora Lescano, que não usa desde de março. “Passei por uma série de processos: de aceitação e autoconhecimento. Meu peito é pequeno e eu vi que não precisava mais usar sutiã”.

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Nem para pedalar Isa? “Nem para pedalar”, me responde sorridente.

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Já outra amiga, que tem peitos grandes, opta por modelos de malha. Estes acomodam e seguram perfeitamente, sem mudar o tamanho e nem o formato natural do seu par de peitos fartos.
O ponto que quero chegar é: aceitar o próprio corpo como ele lindamente é. A grande beleza true não está no fato da lingerie ser da marca da Bündchen ou das lojas Marisa. A graça, malícia e sensualidade estão exatamente em se achar linda do jeito que se é. A sacada é ter peito o bastante para gostar dos seus. Do jeito que eles são.
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Bom, eu já comecei.

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