O Liquida Porto Alegre, que está em sua 18ª edição, terá uma semana a menos, na comparação com os últimos anos. Com duração, portanto, de duas semanas, a promoção, que abrange 9 mil dos 13 mil estabelecimentos da cidade, ocorre de 3 a 16 de fevereiro.

O presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas (CDL), Gustavo Schifino, diz que a alteração na quantidade de dias é estratégica. “A redução é para estimular o sentimento de oportunidade nas pessoas”, explica ele.

Uma das novidades, segundo Schifino, é a participação de bares e restaurantes na promoção. Além disso, as lojas ganharão kits básicos de divulgação do corte de preços de graça, mediante assinatura de termo de adesão – anteriormente o material era vendido.

Durante a coletiva de imprensa do evento, na manhã desta quinta-feira (30), no Chalé da Praça XV, no Centro, Schifino também criticou possíveis aumentos de preços em produtos dias antes do Liquida para simular os cortes. “Não se aceita a ideia de aumentar para diminuir, e ludibriar as pessoas. O cliente não tolera lojista mau-caráter”, comentou.

A expectativa é que o Liquida Porto Alegre movimente R$ 1,15 bilhão, um acréscimo nominal de 8,5% em relação ao registrado em 2013 (em torno de R$ 1 bilhão). O tema da campanha deste ano é “Uma promoção como você não vê há muito tempo”, e, por isso, os jingles e peças publicitárias remetem aos anos 50. Foi desvendado, inclusive, que os outdoors espalhados por Porto Alegre nos últimos dias com frases como “Tric-Tric Rolimã – Vem aí um acontecimento como você não vê há muito tempo” fazem parte da campanha.

Nos próximos dias, o Trensurb receberá uma roupagem especial, como se fosse um trem antigo, com os vidros cobertos por fotos de passageiros da década de 1950. O vice-prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, participou do evento e falou sobre os impactos da greve dos rodoviários no comércio da cidade.

Mauro Belo Schneider para Jornal do Comércio